Era uma vez uma rãzinha romântica e sonhadora que se chamava Raita.
Nas noites, enquanto suas amigas mergulhavam e brincavam na lagoa,
Raita olhava o céu, admirando a lua.
– Estou farta dessa lagoa tão feia! O que posso fazer para chegar
na lua?
– E você sabe o que tem na lua? Aqui, pelo menos, pode-se nadar e
pular, disse o peixinho.
“Que bobo é o peixinho”, pensou Raita. E então teve uma idéia para
se aproximar da lua.
Raita começou a subir numa árvore velha e alta.
– Tenha cuidado, rãzinha! Você pode cair –, falou uma borboleta.
Mas Raita subiu num galho muito frágil. Cataplof!
– Ai, ai, ai! Alguém me ajude!
Assim que ouviu os gritos, o papai de Raita correu em seu auxílio
e procurou lhe mostrar que…
– A felicidade, minha filha, está em ser feliz junto à sua
família.
A rãzinha aprendeu a lição, sonhou menos e viveu mais unida às suas
companheiras.
